Um dos procedimentos mais procurados por quem quer realizar uma redução do estômago, o balão instragástrico, serve como estímulo para quem sofre com o sobrepeso e não quer caminhar para uma forma mais severa de obesidade, a obesidade mórbida.

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Washington (Estados Unidos), fez um mapeamento mundial da obesidade, e os números apresentados por eles assustam. No Brasil, mais de 60 milhões de pessoas estão acima do peso e o pior, esses valores nos colocam na 5ª posição mundial com o maior número de obesos.

Você conhece o balãozinho?
balão instragástrico possui uma ação neurológica muito efetiva. O cérebro do paciente é avisado de forma mais intensa e efetiva de que a pessoa está saciada.

A pesquisa foi realizada em 188 países, e teve como base os valores do IMC de seus moradores. O que foi constatado é que a cada 3 pessoas em todo o mundo, uma é obesa. Isso representa um aumento de mais de 240% se comparado as últimas três décadas. Cerca de 47% dos jovens e crianças já são obesos.

Tais dados levaram o governo brasileiro e até mesmo especialistas da área de saúde a começarem a pensar em como fazer com que a população perca peso e fique mais saudável. Afinal, o excesso de gordura no corpo traz uma série de complicações de saúde que podem levar o paciente a óbito.

Balão Intragástrico

Quanto Custa E Como Colocar

Balão intragástrico
Foto que mostra como é realizado o procedimento de colocação do Balão intragástrico.

O método é o mais indicado para quem quer emagrecer e evitar problemas mais sérios de saúde que acabam se desenvolvendo com a evolução da obesidade. O procedimento é simples, e considerado até mais em conta se comparado a outros tipos de cirurgias que objetivam a perda de peso. Por isso vem ganhando cada vez mais força no país.

Por encostar completamente na parede do estômago, o balão instragástrico possui uma ação neurológica muito efetiva. Com isso, o estímulo a certos receptores fica potencializado, e o cérebro do paciente é avisado de forma mais intensa e efetiva de que a pessoa está saciada e por isso, não precisa mais se alimentar. Tal efeito se dá por conta de uma outra ação provocada pelo balão, a ação hormonal, em que o hipotálamo envia os estímulos descritos acima para o cérebro, que sabe que não é mais preciso comer. Isso ocorre por conta da liberação de alguns hormônios que são liberados durante a digestão do paciente.

Funciona assim: por meio de uma endoscopia, o médico insere um balão vazio no estômago do paciente que está sedado, assim como já acontece no exame. Depois disso, o balão inserido é preenchido com soro, para que ganhe volume e preencha uma parcela do estômago do paciente (o preenchimento do balão pode ser de 400 ml até 700 ml), com isso a redução do estômago é de até 50% de sua capacidade.

O procedimento não tem cobertura médica, nem por convênio, nem pelo SUS, e por isso é uma realidade ainda cara para quem não pode desembolsar entre R$10 e R$14 mil reais. Na maioria dos casos não é preciso realizar internação. Sendo assim, o balão instragástrico pode ser colocado tanto em um ambiente clínico quanto no hospitalar, tudo dependerá da avaliação do médico.

O balão intragástrico fica no estômago apenas seis meses e por isso, é preciso que o paciente mude durante esse período seus hábitos alimentares, evitando assim retomar todo o peso quando o balão for retirado. A pessoa que se submete ao tratamento passa a ingerir líquidos nos primeiros 30 dias e os alimentos sólidos são controlados um mês após a colocação.

Indicações Médicas

Apesar de ser um procedimento plural, a colocação do balão intragástrico é realizada apenas em pessoas que:

  • Não tenham realizado algum tipo de cirurgia no estômago;
  • Não possuam distúrbio de coagulação;
  • Não consumam de forma regular álcool ou qualquer outro tipo de droga;
  • Não tenham nenhuma lesão no trato gastrointestinal superior que possa ocasionar uma hemorragia;
  • Estejam grávidas.