Pensar que o excesso de gordura corporal é apenas um problema estético é errado, assim como associar o emagrecimento feminino apenas à busca por um corpo perfeito, sem barriga ou celulites também é.

Para a mulher, o emagrecimento está diretamente relacionado à saúde e pode influenciar de forma direta importantes hormônios que agem na TPM e fertilidade, além de ser eficiente para o combate de uma série de doenças.

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O emagrecimento e a fertilidade

Emagrecimento da mulher

O excesso de peso e de gordura abdominal está também relacionado à infertilidade feminina, assim como a uma doença conhecida como SOP (Síndrome dos Ovários Policísticos) que causa falta de menstruação, ciclos irregulares e cistos nos ovários.

Isso acontece porque a leptina está diretamente ligada a fertilidade da mulher, já que consegue alterar alguns comandos importantes no hipotálamo, tendo influência na liberação do hormônio liberador de gonadotrofinas ou o GnRH, assim como do hormônio luteinizante (LH) e do hormônio folículo estimulante (FSH), além claro de ser importante para o desenvolvimento do feto.

A leptina funciona como um medidor da quantidade de tecido adiposo presente em nosso corpo, por isso quando seus níveis estão muito altos, o que acontece em pessoas que estão acima do peso, a produção desses hormônios fica desregulada e pode causar infertilidade na mulher.

Problemas cardíacos e pressão arterial

Outros problemas muito comuns nas mulheres que estão acima do peso são o aumento da pressão arterial e também do índice do colesterol, que pode evoluir para um problema cardíaco.

Isso ocorre porque o excesso de tecido adiposo excreta alguns hormônios que estão diretamente relacionados a inibição de uma enzima conhecida como lípase-lipoproteica, assim como a pressão arterial, e alterações na coagulação sanguínea, responsável pela trombose venosa.

Mulheres que desenvolvem esses problemas conseguem, ter seus níveis de colesterol e pressão reduzidos e em alguns casos controlados apenas com a manutenção do peso corporal. Além disso, as mulheres que começam a emagrecer produzem um outro hormônio muito importante, o adiponetina, capaz de inibir a formação de placas de gordura nas artérias, de ter ação anti-inflamatória e controlar os níveis de insulina no nosso sangue.

A osteoporose e o emagrecimento

Muito comum em mulheres que acabaram de entrar na menopausa, a osteoporose pode ser prevenida com alguns cuidados tomados principalmente por quem quer emagrecer.

A musculação é importante no processo de emagrecimento, já que acelera nosso metabolismo e aumenta nossa massa magra, o que auxilia na queima de gordura. Além disso, os exercícios praticados durante a atividade também são capazes de fortalecer nossos ossos e assim prevenir esta doença que assola as mulheres com idade entre 50 e 75 anos.

A prática de atividade física ainda é capaz de diminuir e amenizar os sintomas da TPM e também acabar com o estresse e mau humor, tudo por conta da liberação de um importante hormônio, a dopamina.

Atualmente já se sabe que a TPM (hoje conhecida como Tensão Pré Menstrual) pode ter nada menos do que 150 sintomas diferentes, que vão interferir de forma direta na vida social, física e psíquica da mulher, mas que podem ser amenizadas com a prática regular de uma atividade física.

Isso porque a liberação de endorfinas, assim como de dopaminas, neurotransmissores importantes que ajudam na melhora de sintomas, como dor, alterações de humor, perda de resistência, entre outros.

A atividade física e o câncer

Alguns estudos também mostram que mulheres que possuem grande quantidade de tecido adiposo estão mais propensas a desenvolverem cânceres de mama, de colón e de endométrio. Isso porque o excesso de gordura age sobre um hormônio chamado estradiol, causador de algumas formas de câncer, principalmente o de mama.

O exercício físico possibilita que a mulher queime gordura de forma mais efetiva e consiga assim controlar a produção de alguns hormônios, mantendo-os dentro do limite esperado e impossibilitando que eles causem as enfermidades citadas acima.