A Endometriose é uma doença que atinge nada menos do que 6 milhões de mulheres apenas no Brasil. Os dados da Sociedade Brasileira de Endometriose revelam que a doença atinge nada menos do que 10% da população feminina em idade reprodutiva.

A Instituição ainda trouxe à tona um outro problema relacionado a doença. De acordo com uma pesquisa realiza na Escócia, e que teve seus dados revelados no Encontro Anual da Sociedade Européia de Reprodução Humana e Embriologia, a chance de mulheres que possuem Endometriose sofrerem abortos espontâneos é 76% maior do que a de mulheres sem a doença.

Saúde da mulher

O problema é que essas mulheres, que tem entre 25 e 35 anos, muitas vezes não sabem o que é a doença, nem o que ela representa para a saúde feminina. A SBE, revelou em 2013 que mais de 50% das mulheres nunca haviam ouvido falar sobre a doença, que no mundo todo já atinge mais de 170 milhões de mulheres.

O que é Endometriose?

Endometriose é a presença do endométrio fora da cavidade uterina. O endométrio é um tecido que reveste o útero, e que fica mais espesso durante o período em que a fecundação do óvulo acontece. Mas quando a mulher não engravida, esse tecido começa a descamar, causando a menstruação.

A endometriose ocorre quando o sangue dessa escamação acaba migrando para o sentido errado, e caindo em outras regiões nas quais se formam lesões que sangram sempre que o período de ovulação passa e a mulher menstrua.

O que por muitas vezes dificulta a prevenção em algumas mulheres, é o fato de não se saber ainda se a endometriose tem uma causa ou se há algum fator genético associado. Mulheres que tem familiares diretos como mãe e irmãs com a doença, tem mais chances de desenvolver a enfermidade, mas o fato não é uma regra.

Sintomas Da Endometriose

As mulheres com endometriose normalmente descobrem o problema entre os 25 e 35 anos. Isso porque é nessa fase que a maioria das mulheres começa a tentar engravidar e quando não conseguem, acabam procurando um médico que investiga o caso, e acaba por descobrir a doença.

Entre os sintomas mais comuns estão as cólicas menstruais intensas, assim como as dores ao menstruar, além do que podem ocorrer dores nas relações sexuais, fadiga e exaustão no período menstrual, sangramento intenso ou irregular, dores na região pélvica, e alterações intestinais e urinárias durante o período menstrual.

Estima-se que aproximadamente 40% das mulheres que sofrem com a doença sentem dor e tem problemas para engravidar, 20% tem infertilidade e as outras 20% sentem apenas dor. Algumas mulheres podem também ter como sintoma o aumento de peso, que deve ser controlado com uma dieta balanceada.

O ideal é consultar sempre um ginecologista, e relatar alterações no corpo e nos ciclos menstruais. Isso porque sentir cólicas intensas, diferente do que nossas avós nos diziam, não é normal. As menstruações e fluxos intensos podem ser sinais da endometriose.

Exames e tratamentos

A endometriose não é uma doença diagnosticada em exames clínicos. É preciso realizar exames como ultrassonografia transvaginal e ressonância magnética, sempre que o médicos suspeitarem do quadro.

Além disso, o ginecologista pode ainda solicitar uma tomografia, uma ultrassonografia transretal, ou uma endoscopia retal. Se encontrada alguma lesão, é possível que se realize também uma laparoscopia para confirmar o diagnóstico e até mesmo uma laparotomia, em casos mais graves e avançados da doença.

Entre os tratamentos possíveis estão a cirurgia, uso de DIU, analgésicos, pílulas anticoncepcionais, dentre outros. Cada caso deve ser avaliado pelo médico especialista, que indicará a melhor forma de tratamento para a doença, e afastar os riscos que ela pode oferecer, sendo o maior deles a infertilidade.