Você certamente já ouviu falar que algumas panelas podem soltar partículas de metal na comida, que os alimentos enlatados podem trazer malefícios à saúde caso a lata não esteja em perfeito estado, e que alguns outros elementos comumente tão utilizados em nosso dia a dia na cozinha podem possuir elementos tóxicos que fariam mal à saúde.

A verdade é que à medida que mais estudos vão sendo realizados, quanto mais testes são executados, e quanto mais informações descobertas, cientistas e autoridades da saúde descobrem perigos até então desconhecidos.

É natural o medo que você pode sentir sempre que ouve falar sobre algo do tipo, porque é realmente preocupante descobrir que itens considerados tão banais e inofensivos, realmente possam colocar você e sua família em risco.

Toxinas nas panelas

Você pode sentir-se paralisado com o pensamento de mudar seus hábitos de compras ou de cozinha; há tantos perigos que não podemos nos dar ao luxo de ficarmos desatualizados. Felizmente, livrar sua casa desses perigos e certas toxinas ​​é realmente mais fácil do que se pode imaginar.

Se você quiser embarcar em um estilo de vida mais saudável e mais seguro, comece por cortar os 5 produtos químicos a seguir, e confira dicas bem práticas para isso.

1. Alumínio

Este item pode ser mais perigoso quando em formato de panelas.

Um metal macio, o alumínio torna-se altamente reativo quando aquecido, colocando imperceptivelmente quantidades significativas de elementos tóxicos no alimento que você está cozinhando.

Os fatores que influenciam a transferência da substância para os alimentos são:

  • Quanto mais líquido o alimento, mais alumínio recebe da panela.
  • Quanto mais ácido o alimento, mais alumínio da panela recebe, por isso não é recomendado cozinhar molho de tomate nesse tipo de panela.
  • Quanto mais demorado o cozimento, mais o alimento adquire alumínio.

Não se deixe enganar por produtos de alumínio anodizado ou itens que são quimicamente tratados para evitar a propagação do produto químico.

O revestimento químico pode facilmente arranhar. De qualquer maneira, as toxinas do alumínio têm sido associadas a distúrbios cerebrais.

As alternativas não são surpreendentes. Vidro, ferro fundido, aço inoxidável e panelas de cerâmica são as suas melhores opções quando se trata de aquecimento com segurança para a sua comida. Apenas certifique-se de que as panelas de cerâmica não sejam vitrificadas com metais pesados ​​ou outros revestimentos tóxicos.

Procure também conservar a panela e prefera cozinhar alimentos sólidos, pouco ácidos e de cozimento rápido.

Dicas de Panelas

Ainda falando sobre panelas, veja abaixo algumas opções que não liberam substâncias tóxicas, mas que, por outro lado, são muito menos comuns e mais difíceis de encontrar. Mas vale a pena considerar:

  • As panelas de barro são boas para a saúde, mas são muito delicadas e por isso é preciso um cuidado especial na hora de lavá-las. Devem ser armazenadas secas e sem a tampa.
  • Panelas de titânio são super resistentes e não liberam toxinas, além de dispensar o uso de gordura por serem antiaderentes.
  • Já as formas de silicone próprias para cozimento não derretem, assim como também não liberam substâncias tóxicas e evitam o uso de gordura no preparo dos alimentos.
  • As de vidro não liberam substâncias químicas e ainda conservam melhor os nutrientes dos alimentos.
  • Panelas de pedra sabão têm longa durabilidade, além de não alterarem o sabor dos alimentos.

2. PFOA Ácido perfluoro-octanóico

O ácido perfluoro-octanóico é encontrado em revestimentos de produtos resistentes, como as panelas antiaderentes.

Trata-se de um produto químico com o qual se deve preocupar, devido a resultados que apontam para problemas de desenvolvimento, bem como o câncer.

Panelas antiaderentes tornam-se especialmente inseguras quando superaquecidas, pois liberam um gás tóxico, e o problema é mais comum em panelas já velhas, estragadas e arranhadas.

Segundo a Environmental Working Group (Organização de pesquisas sobre o meio ambiente, localizada em Washington, EUA), a degradação térmica de PTFE leva à dissolução de substâncias tóxicas, incluindo-se gases corrosivos e letais, além do PFIB, que trata-se de um agente químico altamente tóxico, capaz de permanecer por longo tempo no ambiente.

Ainda de acordo com a Organização, o teflon pode entrar em contato com o organismo, e permanecer por longo tempo provocando danos ao fígado e à tireóide, e reduzindo a capacidade que temos de combate às infeçcões.

3. Bisfenol BPA

O bisfenol A é um produto químico popularmente encontrado em muitos utensílios, em particular sobre o revestimento de latas de alumínio e em muitos plásticos, e é uma das substâncias químicas de maior produção ao redor de todo o mundo. O BPA é prejudicial, porque ele é classificado como um estrogênio ambiental, que afeta o sistema endócrino.

Para exemplificar, pode ser encontrado em diversos plásticos presentes em itens como garrafas de água, selantes dentários, tubos de água, cds, latas de conserva, e até mamadeiras podem conter o bisfenol. Todos esses materiais, ao sofrerem a ação de processos físicos ou químicos, liberam bisfenol A em alimentos, em bebidas e no ambiente.

Ele pode ter vários efeitos negativos sobre os hormônios e o desenvolvimento. Sobre este último, fetos, bebês e crianças correm um risco maior, visto que estão em fase de crescimento e estágios críticos de desenvolvimento.

Plásticos e alimentos enlatados são tão prevalentes, que removê-los da sua cozinha pode parecer uma tarefa impossível. Felizmente, existem muitas mudanças que podem ser facilmente feitas para reduzir a quantidade de itens com BPA de seus armários e despensa.

Ao invés de comprar alimentos enlatados, procure optar por produtos secos, frescos ou congelados.

Sobre a pilha de recipientes de plástico e garrafas, é possível trocá-los por recipientes inoxidáveis ou de vidro. Mudar para uma garrafa de água de aço inoxidável, e substituir os recipientes de armazenamento de plástico com recipientes de vidro ou silicone. Esta mudança de plástico para o vidro é especialmente importante para o uso do microondas.

4. O acetaldeído

Este produto químico pode ser encontrado em recipientes feitos com PET (tereftalato de polietileno), e é classificado como um carcinógeno provável. Justamente por este risco, as razões para eliminar itens com acetaldeído são facilmente aparentes.

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Outra solução bem simples de reduzir sua exposição ao acetaldeído é diminuir o consumo de alimentos processados. Cortar refrigerantes, e tentar fazer vinagretes caseiros.

Ao invés de utilizar garrafas de plástico para sua água, prefira uma garrafa reutilizável em aço inoxidável. Isto não só beneficia a sua saúde, mas reduz a quantidade de resíduos de plástico!

Prefira os alimentos frescos sempre que possível, e procure armazená-los e servi-los em recipientes de vidro, não de plástico.

Com relação às bebidas alcoólicas, estas são convertidas em acetaldeído quando ingeridas. O fígado também produz acetaldeído quando metaboliza o álcool.

Uma dica valiosa é beber água imediatamente após tomar um gole de bebidas alcoólicas. Se o álcool for lavado da boca e da garganta logo após a ingestão, o acetaldeído e os resíduos de álcool que poderiam ser convertidos em acetaldeído são retirados da boca e da garganta, reduzindo os malefícios desta toxina.

5. Dioxinas

São 75 tipos diferentes de dioxinas existentes, sendo a mais tóxica conhecida como TCDD. Trata-se de um subproduto não intencional de diversos processos industriais.

As principais fontes desta toxina são os incineradores de lixo hospitalar e doméstico, e as queimadas desregradas. Processos industriais que se utilizem de cloro para produção de resina plástica PVC, agrotóxicos e fábricas de celulose que utilizam o cloro para clareamento da polpa para produzir papel branco.

Os humanos encontram maior exposição à dioxina através da alimentação. A carne, os laticínios e os peixes são os principais produtos alimentícios que podem ser contaminados com a toxina. Ao consumir a dioxina através do pasto que serve de alimento para os animais terrestres absorvem, estes animais que mais tarde tornar-se-ão alimentos são afetados, podendo assim expandir a toxina até as pessoas que se alimentarem de animais afetados.

A melhor forma de prevenção é por meio do controle de processos industriais para reduzir a presença de dioxina nos alimentos. A incineração adequada de material hospitalar e doméstico também é necessária.

A dioxina é amplamente considerada uma substância cancerígena, e tem sido conhecida por afetar negativamente o sistema endócrino, reprodutivo e imunológico, portanto cuidado nunca é demais.

Conclusão

A quantidade de produtos químicos perigosos encontrados em utensílios de cozinha e produtos de uso diário podem ser esmagadores e indutores de medo. É difícil acreditar quando algo que sempre foi visto como inofensivo acaba por ser tóxico ou de obter outra forma prejudicial.

Felizmente, quanto mais divulgados e amplamente conhecidos estes perigos se tornam, mais prontamente disponíveis estarão também as soluções.

Enquanto isso, é possível dar um salto na desintoxicação da cozinha investindo produtos seguros, de vidro, ferro, aço inoxidável, cerâmica, a fim de eliminar os riscos mencionados acima. Outros cuidados com os tipos de alimentos a serem cozinhados em panelas de alumínio também podem ajudar, e também a ingestão de água logo após consumo de alguma bebida alcoólica.

Conhecimento é algo que deve ser repassado. Compartilhe estas informações com os seus amigos e aqueles com quem você se importa.