A glicina é um aminoácido muito conhecido pelos atletas e adeptos da suplementação alimentar, mas ela também é encontrada em alimentos ricos em proteína.

O aminoácido é composto por cinco átomos de hidrogênio, dois de carbono e oxigênio e um de nitrogênio, que torna possível que o corpo sintetize o aminoácido, combatendo principalmente o cansaço físico e mental.

A glicina também é conhecida como glicinato de magnésio, e é esse mineral que se torna o responsável pela transmissão de nossos impulsos nervosos e também pela contração muscular, permitindo assim que ele seja eficiente no combate a fadiga.

Glicina no leite
A glicina pode ser encontrada também no leite

Ele é um aminoácido não essencial, o que revela que nosso corpo é capaz de produzi-lo quando necessita, ou quando não consumimos na alimentação as dosagens necessárias.

A função da Glicina

O aminoácido tem funções importantes para o nosso organismo como:

Síntese de purinas

As purinas são bases nitrogenadas que constituem o nosso material genético, e que são responsáveis pela vasodilatação e pelo controle de nosso coração, coloração da urina, e também por compor uma série de moléculas.

Quando elas não estão com a síntese em dia, o ácido úrico fica em altas concentrações em nossa urina. Dessa maneira, alguns cristais podem se depositar nas articulações, podendo causar dor e desconforto.

Biossínteses

A glicina é ainda muito importante na intermediação das sínteses de compostos do nosso organismo. Entre elas, a de profirinas, que são as responsáveis por nos ajudar a ter energia para as atividades diárias.

Ele é, portanto, o aminoácido usado na hora de converter a glicose em energia, controlando nosso índice glicêmico e também funcionando no músculo, auxiliando em seu crescimento. Isso faz com que o açúcar seja melhor armazenado em nosso plasma, e as atividade de maior resistência não se tornem tão cansativas para o corpo.

A indústria farmacêutica e cosmética

A glicina é também muito utilizada nessa indústria por ser um importante agente antialérgico e hetático. Sendo assim um componente essencial para tratar algumas alergias da pele e também problemas no fígado.

O aminoácido é também um importante neurotransmissor de ação inibitório, que é usado em alguns medicamentos de efeito calmante para o tratamento de epilepsia, doença bipolar e também hiperatividade. Ela é também usada em medicamentos anti-ácido.

Já no tratamento ortomolecular a glicina também é usada para diminuir os riscos de doenças ligadas a obesidade e para o auxílio na perda de peso com o controle dos níveis de açúcar.

A glicina e a suplementação alimentar

O aminoácido é encontrado principalmente no Whey Proteín, o que faz com que a produção do GH (hormônio do crescimento) seja potencializado, além de expulsar de nosso organismo ácido lático (responsável pela dor muscular nos atletas) e também substâncias tóxicas que precisam ser eliminadas.

Os adeptos do suplemento escolhem esses produtos por uma única razão:

A glicina permite melhor ação durante a chamada ruptura muscular. Isso porque faz com que os músculos se recuperem de forma mais rápida, permitindo que eles possam ser trabalhados novamente em um prazo menor de tempo, e que também ganhem mais volume e força.

Alimentos Ricos Em Glicina

Se engana quem pensa que o aminoácido só pode ser encontrado em suplementos alimentares. Alguns alimentos são ricos em glicina como os da lista abaixo:

cenoura

Os alimentos ricos em proteínas como os ovos, iogurtes, carnes e peixe também possuem uma alta dose do aminoácido e, por isso, são acrescentadas em grandes quantidades na rotina de alimentação dos adeptos da musculação. Vale lembrar que a gelatina também contém glicina.

Mas antes de aumentar a quantidade desses alimentos no cardápio, é preciso consultar um nutricionista ou nutrólogo e realizar alguns exames.