Você sabia que os gases podem ser causados pela mudança alimentar brusca e até mesmo por grandes intervalos sem comer? Mas esse é um assunto delicado, que causa vergonha e muitas dúvidas em milhares de pessoas.

As flatulências como chamamos, nada mais são do que compostos de hidrogênio, metano e gás carbônico que são produzidos pelo nosso organismo ou até mesmo pelo ar que engolimos durante as refeições. Alguns alimentos também podem aumentar a produção dos gases, assim como uma mudança brusca nos hábitos alimentares.

Gases

O oncologista e escritor Dr. Drauzio Varella afirma que a maior parte desses incômodos são causados por carboidratos que não conseguem ser quebrados em nosso estômago. Assim, quando chegam ao intestino esses alimentos acabam sofrendo um processo de fermentação realizado por algumas bactérias da flora intestinal, aumentando dessa maneira a quantidade de gases, o que pode ainda fazer com que a barriga fique inchada.

Metabolismo E Genética

O gastroenterologista José Antonio Flores da Cunha afirma que o metabolismo individual também pode ser um dos causadores do problema.

Pessoas que possuem um ritmo mais lento do intestino costumam ter maior produção dos gases. Isso porque a fermentação provocada por bactérias presentes no organismo atuam diretamente em alimentos que normalmente não são digeridos, e fermentam mais no processo de digestão.

Fatores genéticos também são importantes na produção de gases, mas podem ser corrigidos e melhorados com algumas mudanças na alimentação e também na rotina diária, como exercícios físicos, remédios, entre outros.

Dietas da moda podem aumentar a produção de gases

A mudança alimentar também pode acabar modificando o funcionamento do nosso intestino, fazendo com que o aumento dos gases ocorra. Isso acontece também porque em alguns casos o aumento no consumo de fibras, não acompanhado da ingestão de água, causa irritação no intestino e mudança na flora intestinal, permitindo o aumento da produção das flatulências.

O ideal é que se tenha um equilíbrio com iogurtes, frutas cítricas e alimentos ricos em fibras e probióticos, que de forma geral ajudam em todo o trato digestivo, diminuindo a ação das bactérias em pedaços de alimentos que não foram quebrados de forma certa no estômago, e por isso não sofreram a ação das enzimas certas no intestino.

Entre esses alimentos também estão os suco e leite de soja, torradas, biscoitos salgados, carnes magras, pães integrais, pipoca, frutas cruas, banana-maçã, pêssego, abacaxi, mamão, abobrinha, gelatina, salsa, azeite, entre outros.

Fique de olho na resposta que seu organismo lhe dá toda vez que você consome algum alimento. Como já dissemos antes, a resposta é individual e por isso, em alguns casos, alimentos que irritam o seu intestino podem não irritar o de outras pessoas. Ou até mesmo algum problema associado como uma inflamação intestinal, alergia ou intolerância são encontradas nessa observação alimentar.

Além disso é importante também que você mastigue bem os alimentos, e coma devagar. Isso porque a quantidade de ar que ingerimos toda a vez que abrimos a boca para comer entra no estômago e atrapalha e muito a digestão. Quanto maior for o tamanho do alimento que você engole, mais difícil será a digestão desse alimento, o que fará com que ele chegue ao intestino ainda em pedaços muito grandes e aumente sua fermentação.

O uso de medicamentos, como antibióticos, assim como o período menstrual podem aumentar a produção de gases no intestino e provocar uma distensão abdominal, além de algumas dores.

Se você notar o aumento dos gases ou até mesmo um incômodo maior com o funcionamento do seu intestino, o ideal é procurar um médico especialista, que irá lhe orientar e verificar se você não está com nenhum problema mais sério, como a Síndrome do Intestino Irritado, por exemplo.