A leptina é popularmente conhecida como o hormônio responsável pela saciedade. Muito semelhante aos da família das citocinas por conta de sua estrutura, ela é produzida por nosso tecido adiposo, e sua concentração varia de acordo com a quantidade das células de gordura que possuímos.

O hormônio é o responsável por informar ao nosso cérebro a quantidade de energia que temos, pela saciedade e também por enviar ao órgão o quanto de gordura nosso organismo precisa acumular.

Exatamente por isso, muitos especialistas costumam chamar a leptina de o “hormônio medidor do combustível”. Os cientistas ainda não sabem direito como este hormônio funciona, mas acredita-se que ele seja responsável por criar um ponto de referência que permite que a gente sempre se mantenha no peso, mas nem sempre esse peso é o nosso peso ideal.

Hormônio da saciedade

E essa teoria a respeito da leptina é o que leva muitos especialistas a creem que ela seja a responsável por fazer com que nosso corpo volte sempre a ter o peso anterior, e por isso, voltamos a ganhar peso, mesmo depois de alguns sacrifícios.

A Ciência Sobre A Leptina

Mesmo com a teoria dita acima, alguns estudos mostram que é possível sim usar a leptina como auxiliar no emagrecimento. O Centro Médico da Universidade Columbia, conduziu um estudo no qual se constatou que pessoas que estão eliminando peso tem, na verdade, uma quantidade de leptina decrescente.

Os cientistas ainda constataram que quanto menor a quantidade de leptina no nosso corpo, mais a atividade de importantes áreas do nosso cérebro são estimuladas, e maior é a atração visual que temos pela comida. O que revela que a vontade de comer algo gorduroso ou cheio de açúcar é ainda maior.

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Emagreça usando a leptina ao seu favor

É importante que você tenha em mente que a leptina pode ser sua amiga na luta contra a balança, mas para isso é preciso que você mantenha sua perda de peso controlada. Isso significa que quanto mais peso você perder rapidamente, maior será a chance de diminuir os níveis de leptina, e isso pode prejudicar seu emagrecimento.

O primeiro passo é diminuir o ritmo com que você perde peso. Alguns especialistas afirmam que o ideal é não passar de 2 quilos por mês, já que assim a distensão dos níveis de leptina será menor e o seu emagrecimento se tornará mais eficiente, diminuindo assim as chances de você ganhar novamente todo o peso que perdeu.

O problema é que pessoas que estão muito acima do peso desenvolvem uma resistência à leptina (exatamente como acontece com a insulina) e isso faz com que o cérebro não receba o aviso de que a pessoa já está saciada, fazendo assim com que a fome fique constante.

Nesses casos, o ideal é que por pelo menos duas semanas a ingestão de carboidratos seja reduzida, e a de proteínas (principalmente as magras) seja elavada, assim como o consumo de gordura poliinsaturada e monoinsaturada faz com que os níveis de leptina se regularizem e o seu corpo entenda que você já está saciada ao comer.

A vitamina D3 é responsável por aumentar a quantidade do hormônio leptina, responsável pela sensação de saciedade.

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Descobertas a respeito da leptina

Até pouco tempo acreditava-se que a leptina era responsável apenas por transmitir informações aos neurônios, mas alguns estudos já mostram que esse hormônio é capaz também de realizar o controle comportamental de outras células, como os astrócitos.

Outros estudos também mostraram que a leptina é capaz de reverter alguns casos de hipoglicemia. A pesquisa foi realizada pela Universidade de Yale e mostrou que esse hormônio é capaz de ajudar pessoas portadoras da Diabetes do tipo 1 e também do tipo 2.

Os especialistas observaram que ratos em jejum que receberam o hormônio tiveram uma redução de insulina e, consequentemente, os níveis de leptina controlados são também os responsáveis pela concentração menor de glicose no plasma.